quinta-feira, 19 de março de 2009

Genoma do ornitorrinco confirma características de ave, réptil e mamífero

"O ornitorrinco, um animal peludo com bico de pato e dentes, patas palmípedes e cauda achatada tem características genéticas comuns aos répteis, aves e mamíferos, segundo confirma o seu genoma.Um grupo internacional de investigadores publica hoje na revista Nature o genoma do Ornithorhynchus anatinus, descrevendo-o como "uma amálgama de características pertencentes a um reptiliano ancestral e derivadas dos mamíferos" e com alguns dos seus 52 cromossomas a corresponderem aos das aves".

Pessoas nervosas têm um sistema imunitário mais fraco

A nossa capacidade de defesa aos microrganismos patológicos não depende só da nossa condição física. A nossa personalidade interfere muito com o nosso sistema imunitário, assim ficou provado através de um estudo realizado na Universidade de Pittsburgh (EUA). 84 voluntários receberam a vacina contra a Hepatite B. 5 meses após a administração da 2ª dose (de um total de 3) foram recolhidas amostras sanguíneas e realizados testes de personalidade (Health Psychology, 20, 2001, 4). Como estudos anteriores tinham implicado personalidades "neuróticas" como sofrendo mais frequentemente de doenças, os investigadores deram especial ênfase a estas pessoas. Posteriormente foi avaliada a resposta imunitária conferida pela vacina e a respectiva personalidade. A conclusão: nos voluntários com uma personalidade "neurótica" o número de anti-corpos era inferior, comparando com os restantes elementos do grupo. E será que o stress influência o sistema imunológico? Para responder a esta pergunta os cientistas, pediram ao grupo de voluntários que, após receberem a 3ª dose da vacina para o Hepatite B, fizessem um discurso público, perante câmaras de televisão. Antes e após esta situação de stress foram colhidas amostras de sangue, e novamente verificou-se que, nos indivíduos classificados com tendo uma personalidade "neurótica" a resposta imunitária foi claramente inferior aos outros elementos do grupo de estudo. "Este estudo é o primeiro a demostrar que diferenças de personalidade e situações de stress, podem influênciar o sistema imunitário de uma forma clinicamente relevante", afirmou a responsável do estudo Dr.ª Anna L. Marsland. David Ferreira MNI - Médicos Na Internet

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Controlo hormonal

No Homem:

--> Uma elevada concentração de testosterona no sangue inibe o hipotálamo na produção de GnRH, que também inibe a hipófise – deixa de produzir LH e FSH. Como estas duas hormonas são responsáveis pela produção de testosterona, a sua quantidade irá diminuir.
--> Uma baixa concentração de testosterona no sangue estimula o hipotálamo na produção de RH, este por sua vez estimula a hipófise na produção de LH e FSH. O FSH e a testosterona actuam sobre os tubos seminiferos estimulando a espermatogénese. O LH induz as células de Leydig na produção de testosterona.



Na mulher:

--> O RH é segregado pelo hipotálamo e estimula a hipófise à produção de FSH e LH, no entanto os folículos imaturos só possuem receptores ao FSH, que estimula ao crescimento dos folículos, que contêm células que irão produzir estrogénios.
Um pequeno aumento na produção de estrogénios inibe o hipotálamo à produção de RH, que por sua vez inibe a hipófise à produção de LH e FSH, mantendo assim o nível destas hormonas baixo, num processo de feedback negativo.
No entanto, quando existe um rápido aumento na produção de estrogénios, este estimula o hipotálamo à produção de RH que irá estimular a hipófise a produzir LH e FSH, que agora já possui receptores ao LH. Esta hormona quanto mais próximo da ovulação estiver maior é a sua produção (devido ao crescimento dos folículos), atingindo o pico ainda antes deste fenómeno. É esta hormona que conduz à formação do corpo lúteo.
Contudo o corpo amarelo pode ou não permanecer. Se existir fecundação o corpo lúteo não degenera, pois produz estrogénios e progesterona que ajudam no espessamento do endométrio.
Se não ocorrer fecundação o corpo amarelo degenera, pois o espessamento não aguenta e dá-se a escamação do endométrio. Como neste caso não são produzidas hormonas ováricas, a queda abrupta destas hormonas liberta o complexo hipotálamo – hipófise que estimula à produção de FSH e este estimula ao crescimento dos folículos para a produção de LH e assim sucessivamente ciclo após ciclo.

Regulação hormonal durante a gravidez

No primeiro trimestre de gestação, a gonadotropina corionica humana (HCG), actua como a LH produzida pela hipofise, no sentido de manter a secreção de estrogénio e progesterona pelo corpo lúteo.
No segundo trimestre de gestação, os níveis hormonais estabilizam, pois diminui a produção de HCG, detoria-se o corpo lúteo e a placentra secreta progesterona.
No terceiro trimestre de gestação, existe uma complexa interecçao de hormonas – estrogénio, oxicitocina e prostaglandina- que induz o parto.

Anexos embrionários




terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Desenvolvimento Embrionário e Gestação



Primeiro trimestre de gestação



Segmentação: Sequência de divisões celulares, originando células cada vez menores ( blastomenores ). O embrião passa pelo estado de mórula, mas a segmentação continua até atingir o estado de blástula. O embrião vai sendo conduzido ao longo do oviducto em direcção ao útero.
Gastrulaçao: Continuação das divisões celulares, ocorrendo rearranjos de grupos de células, num processo denominado morfogénese, na qual o embrião atinge o estado de gástrula.
Organogénese: Ocorre fenómenos de diferenciação celular.



Segundo trimestre de gestação




Verifica-se um rápido crescimento do fecto.






Terceiro trimestre de gestação




Parto:


->aumento da contracções uterinas;
->dilatação do colo do útero;
->expulsão do bébé;
->expulção da placentra;



Oogénese

Multiplicação: Durante o desenvolvimento embrionário, as células germinativas, oógonias, multiplicam-se por mitose.

Crescimento: as oógonias aumentam de volume, devido á síntese e acumulação de substâncias de reserva, originando oócito I, que se rodeiam de células foliculares, originando os folículos primordiais. Os oócitos I iniciam a primeira divisão meiotica, que se interrompe em profase I.

Repouso: os folículos primordiais, permanecem inactivos desde o nascimento até à puberdade.

Maturação: Atingida a puberdade, alguns folículos primordiais começam a desenvolver-se e com eles, os oócitos i.
Quando o folículo atinge a fase de maturação, o oócito I, que se encontra em profase I, recomeça a primeira divisão da meiose, originando duas células haploides desiguais: uma maior, oócito II e uma de menor tamanho, 1ºglobulo polar. A diferença de tamanho das células deve-se a uma citocinese desigual, isto é, o citoplasma divide-se por gemipariedade. Ambas as células se destacam da parede folicular para a cavidade folicular. Após a ruptura do folículo de Graff e consequente libertação do seu conteúdo, ocorre a ovulação, isto é, libertação do oócito II (em metáfase II da meiose) para o pavilhão da trompa de Falópio.


Se não houver fecundação, o oócito II é eliminando.
Caso haja fecundação, o oocito I ( em metáfase II) conclui a segunda fase da meiose, originado duas células desiguais: um óvulo maduro e um 2º glóbulo polar, que degenera.